Fui regar minhas plantas
Algo nelas fez lembrar meu semblante
Seria a falta de vida?
Ou seriam suas folhas secas estiradas no chão?
Alguém passou por mim e disse:
- És responsável por tudo aquilo que cativas
Não cuidei das minhas plantas, deixei que morressem
Não fui responsável.
Não as amei como deveria.
Outras plantas podem nascer no meu jardim?
-
Eu sei que tantas flores
Nascem nos jardins
A cada instante as flores
Nascem em meu jardim
Não quero que você me esqueça, não
Eu sempre mando um sinal
Me chama antes que escureça ah!
Eu sempre chego no final
Raras paixões, armadilhas de vênus
E a vida ainda está aqui
Eu leio ezra pound, como bebo veneno
E a vida continua aqui
Eu sei que nuvens negras
Vêm detrás dos montes
Tentando te esconder de mim
Te vejo nas estrelas no clarão das noites
E eu quero tudo até o fim
Flores do Mal - Diana Pequeno
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Sem nome
Me toma nos braços
Toma conta de mim
Amarra teu cadarsso no meu
Conta a tua história
Que eu te conto meu destino
Ao teu lado
Toma mais uma
Pede a conta e vamo embora
Me sequestra pra tua vida
Mesmo de mentira
Mesmo que não seja agora
Vem, me deixa ler teus olhos
Me deixa ver se posso
Se me permites ser
Posso ser
Quero ser
E sou
Toma conta de mim
Amarra teu cadarsso no meu
Conta a tua história
Que eu te conto meu destino
Ao teu lado
Toma mais uma
Pede a conta e vamo embora
Me sequestra pra tua vida
Mesmo de mentira
Mesmo que não seja agora
Vem, me deixa ler teus olhos
Me deixa ver se posso
Se me permites ser
Posso ser
Quero ser
E sou
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Meio rotina, meio loucura
Pensei em me anular
Em fazer a vida mudar de lugar
Mudar de casa
Escrever em paredes novas
Pensei em desistir
Ser mais um ser no mundo velho
Vi o rebuliço do povo
Pensei em ficar pinéu
Dormir de touca
Bancar a Branca
Correr em esteira de academia
Dançar a a Ula na rua
Cheirar talco de pé
Vender o corpo dos outros
Virar gambé
Pensei em ser feliz...
Acordei rouca
Vestindo pouca roupa
Calcei as meias e fui trabalhar.
Em fazer a vida mudar de lugar
Mudar de casa
Escrever em paredes novas
Pensei em desistir
Ser mais um ser no mundo velho
Vi o rebuliço do povo
Pensei em ficar pinéu
Dormir de touca
Bancar a Branca
Correr em esteira de academia
Dançar a a Ula na rua
Cheirar talco de pé
Vender o corpo dos outros
Virar gambé
Pensei em ser feliz...
Acordei rouca
Vestindo pouca roupa
Calcei as meias e fui trabalhar.
Poema cansado, cuspido
Em poucos segundos
Saindo em direções opostas
Por quase nada nos perdemos
Entre coisas, palavras, desavenças
Me aproprio de tudo o que posso
Descrevo em detalhes, negócios
Acabo com tudo, quebro, destruo
Só pra ser maior
Pra ser maduro.
Saindo em direções opostas
Por quase nada nos perdemos
Entre coisas, palavras, desavenças
Me aproprio de tudo o que posso
Descrevo em detalhes, negócios
Acabo com tudo, quebro, destruo
Só pra ser maior
Pra ser maduro.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ainda não
Sem nome
Rumo
Telefone
Argumento
Tu somes, engole o mundo
Consome tudo, zomba
Pinta na cara que é só
Muro, mar, nude, copo
Abraça os nós
Todos nós
Nos dedos
E continua só
Só esqueleto
Amargo e desespero
Bem feito
Aqui, espero,
Morre agora todo o meu desejo.
(mentira)
Rumo
Telefone
Argumento
Tu somes, engole o mundo
Consome tudo, zomba
Pinta na cara que é só
Muro, mar, nude, copo
Abraça os nós
Todos nós
Nos dedos
E continua só
Só esqueleto
Amargo e desespero
Bem feito
Aqui, espero,
Morre agora todo o meu desejo.
(mentira)
O cio, ócio
Meus castanhos nos teus negros
Teus dedos no meu beijo
Meus cilios nos teus arquejos
Teus calos no meu tecido
Tuas papilas gustativas nos meus mamilos
Minha voz rouca no teu cheiro do corpo
Entrelaçados num só
Variadas intenções no nó.
Calafrios queimando em brasa
Movimentos lânguidos, cheios de graça
Meio asco, o gozo
Dente-saliva-quente-lingua-afiada
A carne nua, crua, tua, santa, oca
Morre tudo num suspiro sonoro
No escuro. Madrugando
Ainda sentindo gosto
Do ato ocioso
Libidinoso.
Meus castanhos nos teus negros
Teus dedos no meu beijo
Meus cilios nos teus arquejos
Teus calos no meu tecido
Tuas papilas gustativas nos meus mamilos
Minha voz rouca no teu cheiro do corpo
Entrelaçados num só
Variadas intenções no nó.
Calafrios queimando em brasa
Movimentos lânguidos, cheios de graça
Meio asco, o gozo
Dente-saliva-quente-lingua-afiada
A carne nua, crua, tua, santa, oca
Morre tudo num suspiro sonoro
No escuro. Madrugando
Ainda sentindo gosto
Do ato ocioso
Libidinoso.
Breve
Começamos num momento nada simples, breve
Avançamos então para o seguinte, never.
E um dia o tempo muda, chove, faz sol.
As coisas são e deixam de ser.
Pra uns em vão, pra outros, nascer.
Pra um, amor; pro outro, prazer.
E então, componho versos?
Pra exaltar, enaltecer?
Prometo esquecer tudo nas páginas seguintes.
Guardo comigo apenas
o nosso momento,
nada simples.
O nosso momento de prazer.
Começamos num momento nada simples, breve
Avançamos então para o seguinte, never.
E um dia o tempo muda, chove, faz sol.
As coisas são e deixam de ser.
Pra uns em vão, pra outros, nascer.
Pra um, amor; pro outro, prazer.
E então, componho versos?
Pra exaltar, enaltecer?
Prometo esquecer tudo nas páginas seguintes.
Guardo comigo apenas
o nosso momento,
nada simples.
O nosso momento de prazer.
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