Eu já não sei mais contar
Os números a minha volta, os suspiros que me provocam
Cheiros, devaneios
Tudo aparece e cresce
De volta ao nada, numa estaca zerada
Parando de um jeito, que é melhor parar
Assim tudo dá volta e torna a girar
Com os olhos tontos, a boca seca
Os sentidos todos em manifesto
a vontade, o desejo, um arrepio, a hesitação
Agora tudo se mistura, o que não, se segura
E torna a caminhar.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Sem pecado censurado
Já não tem mais pecado
nem mais censura
foi tudo escrachado
e acabou o mistério
e agora, por onde anda a cura?
que desapego é esse que não quer existir?
é muito triste ter que deixar morrer
deixar de regar as plantas
deixar de querer...
quando se o que mais quer é ser quisto.
nem mais censura
foi tudo escrachado
e acabou o mistério
e agora, por onde anda a cura?
que desapego é esse que não quer existir?
é muito triste ter que deixar morrer
deixar de regar as plantas
deixar de querer...
quando se o que mais quer é ser quisto.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ele não me vê
Não faço mais sentido
O s dois últimos seres apaixonados já não são
Não desejam mais um ao outro
Estão em direções opostas com outros pensamentos
As coisas que faziam juntos já não tem mais cor
Vejo casais que se amam em volta
E mesmo acompanhada, me sinto só.
Espero que passe, que seja fácil de resolver.
Espero. Essa sempre foi minha sina, esperar pra ver...
Não faço mais sentido
O s dois últimos seres apaixonados já não são
Não desejam mais um ao outro
Estão em direções opostas com outros pensamentos
As coisas que faziam juntos já não tem mais cor
Vejo casais que se amam em volta
E mesmo acompanhada, me sinto só.
Espero que passe, que seja fácil de resolver.
Espero. Essa sempre foi minha sina, esperar pra ver...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
(?)
Quase deixamos passar...
O que nos resta é o que não é
E deixar de ser o que já fomos
Viver o novo, além do provável
Além de tudo e todos
Quase do inimaginável
E toda a franqueza que existe na Terra
Amar por ser sincero, amar por estar pronto
Por cada dia
Sem desespero
Pelas flores mortas, pelo desejo
A qualquer segundo tudo passa
E é intenso o presente
Basta que se queira...
Que se ame e se deixe consumir cada pedaço do ser.
O que nos resta é o que não é
E deixar de ser o que já fomos
Viver o novo, além do provável
Além de tudo e todos
Quase do inimaginável
E toda a franqueza que existe na Terra
Amar por ser sincero, amar por estar pronto
Por cada dia
Sem desespero
Pelas flores mortas, pelo desejo
A qualquer segundo tudo passa
E é intenso o presente
Basta que se queira...
Que se ame e se deixe consumir cada pedaço do ser.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O amor é outra coisa
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que
nunca vistes. O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém. Isso se chama seqüestrador.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar pra fora de casa
quando bem entender. Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas
e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti. Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti. Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.
Amor é simplesmente amor
nunca vistes. O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém. Isso se chama seqüestrador.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar pra fora de casa
quando bem entender. Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas
e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti. Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti. Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.
Amor é simplesmente amor
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Desabafo e crise de quase inferioridade
Vou tentar não me embriagar
Ser sóbria o mais rápido impossível
Curtir as coisas sã
Parar de morrer de inveja da cabeça de pessoas interessantes que eu não sou
Preciso parar já!
Eu sou desse jeito, não sou?
Vou me amar assim, e esperar que assim seja amada.
:)
Ser sóbria o mais rápido impossível
Curtir as coisas sã
Parar de morrer de inveja da cabeça de pessoas interessantes que eu não sou
Preciso parar já!
Eu sou desse jeito, não sou?
Vou me amar assim, e esperar que assim seja amada.
:)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Opa! Melhor não...
Mas não me faça.
Não me quebre o encanto
Que te choco, te quebro, te faço de trapo
Não me cutuca, não.
Sou flor, pequena, amor... mas experimenta
Viro onça braba, leão doutor
Te viro do avesso, te mostro o pão que o cara amassou
Brinca não, sou flor.
Mas posso ser flor que não se cheira.
Posso ser flecha certeira.
Te rasgo o peito, te torno o do cavalo do bandido
Experimenta...
Não me quebre o encanto
Que te choco, te quebro, te faço de trapo
Não me cutuca, não.
Sou flor, pequena, amor... mas experimenta
Viro onça braba, leão doutor
Te viro do avesso, te mostro o pão que o cara amassou
Brinca não, sou flor.
Mas posso ser flor que não se cheira.
Posso ser flecha certeira.
Te rasgo o peito, te torno o do cavalo do bandido
Experimenta...
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