quarta-feira, 23 de abril de 2008

Poemas soltos na madrugada insone;

Estive tentando dormir.
Tentando.
Tentativas inúteis quando se tem palavras lhe atentando.
Poemas soltos que tendem a pedir por papel.
Poemas que não sobrevivem na cabeça querem ganhar o céu.
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Pois cá estou, as 2:59 da manhã, precisando, NECESSITANDO de umas horas de sono. Impossível dormir com todas essas palavras martelando a minha consciência.
Sendo assim, realizarei o desejo dessas prepotentes e humildes Senhoras (mais falam bobagens do que dizem algo, mas são doces aos meus ouvidos).
Ora, pois, reclamo se não as tenho e reclamo novamente se elas não me deixam em paz. Sou, o que se pode chamar de, uma poeta sem querer ser e sendo assim nada sendo.
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O verdadeiro perfeito

És um ser perfeito
Porque tem defeitos
Porque comete erros
Por ser um mero mortal
Mas não és só perfeito por te faltar perfeição...
Não!
És perfeito porque te encaixas no meu defeito de fabricação.

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Por entre mensagens subliminares
cheias de entrelinhas
carregadas de tensão
Recípocro saldo gasto
algo ainda maior, exaustão
Quilômetros de mais
Tato de menos

Um dia isso ainda finda
O vento sofre alterações
Depois da chuva vem o sol.
E´daí? Nada mudou.
Calma, sofremos todos a trapaça
e agora assim isso tudo passa

segunda-feira, 14 de abril de 2008


TENHO TANTO PRA DIZER E NÃO SEI QUE PALAVRAS USAR.


ócio criativo.

domingo, 13 de abril de 2008

Coisas simples da vida

Hoje não posso falar muito. Estou ocupada demais refletindo sobre os atuais acontecimentos. Os acontecimentos mais importantes do ano.
Nasceu uma flor no meu jardim, o sol está mais quente que nos outros dias, mas o vento sopra suave tocando as folhas da amoreira. Íncrivel, não é? Preciso ir ver de perto a minha nova hóspede.
Depois nos falamos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Gula

É doce a vontade
"matando a sede na saliva", já dizia nosso poeta Cazuza
Gula de ter, gula de viver
Lambendo sempre os beiços, querendo sempre a última gota
Chupando todo o sumo da laranja
Deixando amargo o desejo de quem vê
Apetitosas são as delícias da vida
É preciso ser guloso, muito guloso para aproveitá-las
Perder escrúpulos, adotar loucuras
O tempo é curto, merece o devido aproveito...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Invasão - Bruna Lombardi (O perigo do Dragão)

escuta, eu carrego esses pecados capitais, todos
sou gulosa, passional e nem sempre é santa a minha ira
mas das palavras não sou eu que faço uso
são elas, as geniosas, as venais
que se utilizam de mim e se divertem
com meu desespero de caçá-las
na minha insônia.
São elas, se mascaram, se camuflam
insidiosas
se insinuam, me enlouquecem
sem nunca ceder

Peço uma trégua, não aguento mais
e Deus me pede uma paciência sem limite
Deys me pede que eu me sacrifique
para poder salvá-las

Acabo me entregando, cansada, extenuada, exaurida
veículo de sua vontade
eu deixo então de lado a minha vida
e a própria vida não tem mais importância
Através de mim elas se manifestam, as palavras
na plenitude de sua arrogância

quarta-feira, 2 de abril de 2008

domingo, 30 de março de 2008

Natural

Ah, é tão bom sentir chegar essa conhecida sensação de novidade, um botãozinho de flor prestes a se abrir... é tão bom.
É como sentir a brisa leve tocar a pele, sentir borboletas voando dentro da barriga, sentir calor e frio ao mesmo tempo. Isso tudo não tem preço.
E é assim, meus caros leitores, que está essa humilde moça que vos fala.
Estou sim, com toda certeza, apaixonada. Creio que nada muito sério está por vir, mas só de sentir esse gosto na boca já me satisfaço.

;)

Vai chover agora.
Vai chorar a minha Amora.
Pingando como só ela pinga
Beijando e amando a terra
Deslizam as gotas pelas folhas
Namoram a grama... quimera
Já é quase Noite e ela espera
A Lua se esconder mais uma vez
atrás de Nuvens e Estrelas que ja morreram...

Vai acordar a Madrugada
Vai sofrer ainda um bocado
Sem luz de Lua nem de vela
Ela adormece em berço dourado
Chama e se derrama
Ela só quer um amor
Da Solidão ela tem pavor
Dorme, sonha, derrama e corre... além da insônia

Vai despontar a Aurora
Vai adoçar a minha história
Já vem o sabor da manhã
O Passáro pousa no Galho
Enche de beijos a Amora
Rouba suspiros que outrora não lhe pertenciam
Canta a alma de sua amada, aprende a amá-la
Abre a asas, mas não voa
Jura amor eterno até o entardecer

Vai ser feliz
Vai adorar a vida
Vai cantar cores
Vai viver amores
Vai sofrer horrores
Vai amar
Vai sentir prazer
Vai querer morrer
Vai querer voltar
Vai mudar de idéia
Vai aceitar sua pena
Vai fazer de tudo um pouco, tem até o infinito pra ser feliz