Espinhos na rua onde ele pisa
Espinhos no bairro onde ele mora
Espinhos em pedaços da minha vida
Eu os ignoro.
Sangram os dedos que me pertecem
Sangra dos lados que ainda me convencem
Sujos de água, foi tudo lavado
Nem roupa nem retalho
não sobrou nada
Nem mais caminho, nem mais atalho
É calçada branca
mãos vazias, cortadas pelos espinhos desse amor passante.
-
Como se fosse ser azul pra sempre
Assim, como se fosse em mim; ausente
Prepare-se pro sol e pra qualquer outro que vir
Em raios noturnos de uma paixão indescente
Ou em soluços roucos de um sopro carente
Te sinto ainda em mim, barba soprando no pescoço
[suplico]
A tua música ainda impregnada no meu corpo
[corro]
Te imagino meu, debaixo das minhas cobertas
Os meus devaneios se emvaidecem quando lembro-
de toda aquela tua cor [branca] de um dia branco
Ou então dos meus mais doces pecados [expostos]
De nada, de tudo. Do que vem, do que volta. Assim, qualquer hora
Enfim, meu sortilégio
Meu mais delicioso parêntese [excitante].
(Thaiz e Guta)
-
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Tens a mim, que sou o mesmo que nada.
Mesmo assim, tens a mim por inteiro, mesmo sem saber.
Tens meus olhos, que são cegos e nada vêem.
Mesmo assim, tens meu olhar profundo e apaixonado.
Tens minha alma, que é corrompida e pecadora.
Mesmo assim, tens minha essência que pode ser encantadora
Tens meu corpo, que já não é o mesmo da juventude
Mesmo assim, estou disposto a te fazer feliz e amar-te loucamente.
Tens todo o meu amor, que não é digno do teu perdão
Mesmo assim, é verdadeiro e de todo o coração.
Mesmo assim, tens a mim por inteiro, mesmo sem saber.
Tens meus olhos, que são cegos e nada vêem.
Mesmo assim, tens meu olhar profundo e apaixonado.
Tens minha alma, que é corrompida e pecadora.
Mesmo assim, tens minha essência que pode ser encantadora
Tens meu corpo, que já não é o mesmo da juventude
Mesmo assim, estou disposto a te fazer feliz e amar-te loucamente.
Tens todo o meu amor, que não é digno do teu perdão
Mesmo assim, é verdadeiro e de todo o coração.
Ai, como me dói não ser completamente tua.
Me doaria com corpo e com alma.
Seria tua, nua e crua, do jeito que tu me quisesses.
Seria tua até a minha última prece.
Te amaria até depois do teu último suspiro.
E quando tudo acabasse, sofreria minuciosamente se te visse
em outros braços.
É digno de risos ou de mais abraços? Esse poema infame.
Mas que, infelizmente, contém todos os meus traços
Me doaria com corpo e com alma.
Seria tua, nua e crua, do jeito que tu me quisesses.
Seria tua até a minha última prece.
Te amaria até depois do teu último suspiro.
E quando tudo acabasse, sofreria minuciosamente se te visse
em outros braços.
É digno de risos ou de mais abraços? Esse poema infame.
Mas que, infelizmente, contém todos os meus traços
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Me conta o que aconteceu.
você não sorri mais.
antes te via reluzente, como um feixe de luz solar...
agora te vejo azul, como a áurea de melancolia do mar...
Te sei mais que tudo, menina, mas isso tá difícil de entender.
você é uma flor, com sabor suave, um cheiro de ar puro.
não fique triste, meu amor. a vida é pra ser degustada e não pra ser engolida.
não deixe descer goela abaixo os (des) sabores que encontrares.
sinta os gostos, por mais amargos que possam ser.
beije e ame, abrece e sinta, cultive e aqueça, caia e amorteça.
assim você aprende a ser auto-suficiente:
quem você mais tem é quem te mora, é você mesma.
você não sorri mais.
antes te via reluzente, como um feixe de luz solar...
agora te vejo azul, como a áurea de melancolia do mar...
Te sei mais que tudo, menina, mas isso tá difícil de entender.
você é uma flor, com sabor suave, um cheiro de ar puro.
não fique triste, meu amor. a vida é pra ser degustada e não pra ser engolida.
não deixe descer goela abaixo os (des) sabores que encontrares.
sinta os gostos, por mais amargos que possam ser.
beije e ame, abrece e sinta, cultive e aqueça, caia e amorteça.
assim você aprende a ser auto-suficiente:
quem você mais tem é quem te mora, é você mesma.
sábado, 13 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Carta de Quem vive
Eu gosto mesmo é de dizer o que eu penso. Eu gosto mesmo é de viver no extremo intenso.
Me importar com o que os outros pensam? Não, isso é do menos. É claro, quem não liga pro que os outros pensam? Todo mundo liga. O que te faz diferente é se tu fazes o que quer, se tu és quem queres ser, independente das opiniões alheias. Ah, entendi agora.
Quero voar, conhecer o espaço. Poxa, tanta coisa que eu tenho que ver ainda. Eu gosto dessa sede de conhecer, dessa sede de vida. Não tô e nem quero estar satisfeita e acomodada. Prefiro as mudanças, o crescimento, a evolução, o aprimoramento, as descobertas, as reviravoltas, as tempestades, os pores-do-sol (é preciso ver todos os pores-do-sol possíveis, todo dia eles mudam, com cores diferentes, harmonia própria, como se nascesse cada dia um ser diferente)... Ai, ai. Amo viver, amo estar respirando.
E graças a Deus, só tenho a agradecer. Muito obrigada! Pela minha vida, minha família, pela nossa saúde, pelos menus amigos, meus queridos mestres, pelo meu corpo, pelas oportunidades que já me foram (outras que ainda serão) concedidas, pela minha casa, pelo meu corpo estar em perfeita harmonia com a minha mente, pelo meu ser. É, é isso mesmo, EU ME AMO. Me amo muito e vou seguir o meu caminho com sorrisos e dando as mãos para os meus queridos, abrindo portas e janelas, trazendo sempre comigo as lembranças e experiências que a vida vai me dando, lembrando sempre daqueles que estiveram presentes na minha vida e sempre estarão no coração. É isso. Me despeço e vou dormir, porque amanhã o dia vai ser lindo.
Me importar com o que os outros pensam? Não, isso é do menos. É claro, quem não liga pro que os outros pensam? Todo mundo liga. O que te faz diferente é se tu fazes o que quer, se tu és quem queres ser, independente das opiniões alheias. Ah, entendi agora.
Quero voar, conhecer o espaço. Poxa, tanta coisa que eu tenho que ver ainda. Eu gosto dessa sede de conhecer, dessa sede de vida. Não tô e nem quero estar satisfeita e acomodada. Prefiro as mudanças, o crescimento, a evolução, o aprimoramento, as descobertas, as reviravoltas, as tempestades, os pores-do-sol (é preciso ver todos os pores-do-sol possíveis, todo dia eles mudam, com cores diferentes, harmonia própria, como se nascesse cada dia um ser diferente)... Ai, ai. Amo viver, amo estar respirando.
E graças a Deus, só tenho a agradecer. Muito obrigada! Pela minha vida, minha família, pela nossa saúde, pelos menus amigos, meus queridos mestres, pelo meu corpo, pelas oportunidades que já me foram (outras que ainda serão) concedidas, pela minha casa, pelo meu corpo estar em perfeita harmonia com a minha mente, pelo meu ser. É, é isso mesmo, EU ME AMO. Me amo muito e vou seguir o meu caminho com sorrisos e dando as mãos para os meus queridos, abrindo portas e janelas, trazendo sempre comigo as lembranças e experiências que a vida vai me dando, lembrando sempre daqueles que estiveram presentes na minha vida e sempre estarão no coração. É isso. Me despeço e vou dormir, porque amanhã o dia vai ser lindo.
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